Deixe-me pertencer ao teu nu. Se possível, me costure ao teu corpo. Incorpora-te ao meu tecido. Não há em mim nenhum elemento que não queira vincular-se a você.

“Sexualmente as línguas dançam, pela mucosa bucal, pelo céu labial, pelos corpos desnudos, pelos umbigos em flor, até pregarem, com dentadas suaves, a boca cavernosa da oca indígena ventricular. Entra no coração da mulher com movimentos tácitos e, no teimoso vaivém, apressa o êxito concomitantemente, enquanto enrola a própria língua dentro da própria boca, desapropriando, em fração de segundos, quase sem visibilidade aos olhos igualmente nus, as curvas femininas que despertam pensamentos verticais. Sabem, é questão de prazer.”

A.E.C Souza.  (via soul-rio)

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